História do Santo Cruzeiro

Por volta de 1953 veio para São João da Serra o Padre Alberto Vieira, indicado pela diocese. Aqui fez grandes trabalhos para a comunidade, conquistou a amizade de todos e idealizou a criação do Santo Cruzeiro, marco principal do lugar, durante o dia ou à noite.

Padre Alberto em frente a Igreja com a comunidade

O primeiro Santo Cruzeiro era feito de madeira, e foi construído com a ajuda de pessoas da comunidade, que depois de pronto foi levado nos ombros de muitos homens morro acima. Um fato marcante foi que, durante a subida, quando os homens reclamavam do cansaço, o Padre Alberto subiu em cima do Santo Cruzeiro (veja foto abaixo) e quem carregava a cruz nos ombros disse que o peso foi aliviado.

Esse acontecimento serviu para nos mostrar que Deus nos faz canais para implantar seus milagres. A fé pode superar todos os obstáculos que possam surgir em nossas vidas.

 

O Santo Cruzeiro antigo foi e será um marco em nossa história, em nossa comunidade. Hoje ele é de cimento, mas ali está plantado um mito de fé e esperança para todo que ali for em busca de ajuda e agradecimento.

Os restos do Santo Cruzeiro antigo foram levados pelos visitantes e fiéis que com fé e credibilidade usavam para curar enfermidades ou para se protegerem dos raios, tempestades e outros danos de flagelamento.

E assim, de um simples madeiro solitário num mato, que Deus se manifestou e fez brotar a fé num povo humilde, guiado por um padre ligado à sabedoria e ciência divina, exaltando esse brio no coração dessa comunidade.

Veja abaixo um poema escrito pelo Beto Leite, escritor criado em São João da Serra, baseado no que ouviu dos moradores que participaram da construção do primeiro Santo Cruzeiro e lembram claramente de tudo que aconteceu naquele tempo.


UM CERTO TEMPO

Mandou fazer um santo cruzeiro,
Com amor e muita Fé,
E bem no alto de um morro,
Foi colocado de pé,

Foi com cerca de vinte bois,
Que arrastou esse madeiro,
Não faltou boa vontade,
De um só candeeiro,

Levado para perto da igreja,
Esses paus foram lavrados,
Formou-se então a santa cruz,
E depois abençoado,

Reuniram-se muitas pessoas,
Para a caminhada ao morro,
Peso demais para essa gente,
Mas a fé era socorro,

Chegando no pé do morro,
Pediram para descansar,
E o padre gritou bem alto,
Também vão me carregar,

E sentado no cruzeiro,
Mandou que fossem sem parar,
E o madeiro ficou mais leve,
E o milagre veio a calhar,
Sorrindo, de guarda chuva aberto,
Foi cantando, sentado no cruzeiro,

Era um padre de muita fé,
Todos pensando com alegria,
Com muito respeito e coragem,
Completaram a romaria,

E fincaram o madeiro,
O vento soprava incessantemente,
E o madeiro começou a balançar,
As cordas que o sustentava,
Começaram a arrebentar,

Num segundo uma surpresa,
O cruzeiro começou a tombar,
O povo correu para os cantos,
E o padre pôs-se a gritar,
Parem! Parem! Não precisam correr,
Ele não vai desabar.

Abrindo os braços de frente ao cruzeiro,
Gritando o nome de Deus, o cruzeiro parou,
E não mais veio a balançar,

Milagre! Milagre!

Um verdadeiro e santo padre.

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